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Pandemia gera novas tendências na procura de casa

Além de ter tido um impacto social, económico e na forma de viver da maioria de nós, o surto pandémico covid-19 está, também, a alterar o tipo de casa que agora suscita interesse nas famílias.

Depois de tantos dias – que pareceram intermináveis – de confinamento e dado as exigências de isolamento social, muitos de nós viram-se fechados em espaços contíguos, em cidades de betão, sem réstea de espaço exterior que pudesse aliviar a tensão da clausura.

Além disso, a esmagadora maioria, cujos trabalhos assim o permitiam, passaram a trabalhar a partir dos seus lares, sem qualquer tempo de preparação para transformar o espaço doméstico em escritório. Aliás, muitos assim continuam a manter os seus postos de trabalho.

A juntar à “festa”, as crianças foram obrigadas a usar a casa como sala de aula, a partir dos ecrãs do computador… As salas foram transformadas em espaços multi-uso para servir as diferentes necessidades de cada elemento da família, com muitas reuniões de trabalho remoto a decorrerem… mesmo a partir dos quartos!

Uma situação tremendamente extraordinária que foi capaz de mudar a vivência em casa e, claro está, a forma como nos relacionamos com o espaço doméstico. Agora, as necessidades são diferentes e as casas, obviamente, terão de ser outras. E isto trará, com certeza, uma mudança na demanda exigida ao mercado imobiliário, mas também, com consequências ao nível da construção de novos edifícios.

1. Repensar a arquitetura
O fenómeno das varandas e da convivência à janela que vivemos no estado de emergência irão, com certeza, provocar uma reflexão profunda em torno do tipo de edifícios e de malha urbana que poderão ser construídos no futuro.

2. Importância da área exterior

Tudo o que vivemos nos últimos meses irá provocar uma alteração no perfil do consumidor de imobiliário. Hoje, quando procuramos casa, damos muito mais valor a um imóvel que tenha uma varanda, um pátio ou, claro, até mesmo um jardim.

3. Espaços maiores

Se antes a diminuição de espaços ou viver em espaços compartilhados era uma tendência, agora, procuramos o oposto. Ou seja, ao passarmos mais tempo em casa percebemos que precisamos de áreas maiores, mais confortáveis e bem estruturadas.

4. Mais espaços lúdicos
Com as crianças em ensino à distância, ainda sem data de retorno à escola, temos repensado o ambiente lúdico do lar. Casas que permitam criar um espaço infantil, que nos proporcione dar mais atenção e brincar com os filhos, terão vantagem.

5. Home office

Com o trabalho remoto ainda em funcionamento, o escritório tem assumido um papel preponderante nos nossos lares. Por outro lado, é provável que muitas empresas passem a ocupar espaços empresariais com dimensão bem menor do que antes.

6. “Novo” Hall de entrada
Depois da pandemia, estamos a encarar o hall de entrada com outra mentalidade. É aqui que deixamos o álcool gel, guardamos os casacos ou nos sentamos para tirar os sapatos. Logo, se forem mais funcionais e facilitem a rotina de higiene, melhor.

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