Habitação, Mercado Imobiliário

“Nunca se venderam tantas casas em apenas um ano”

“Já se dizia que o mercado imobiliário estava bem e recomendava-se, mas agora é mesmo oficial: 2017 vai ser o melhor ano de sempre na venda de casas desde que há registo de estatísticas (em 2009). As contas são da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que, numa perspetiva...
19 dez 2017 min de leitura

Numa situação ou noutra — 152.527 casas transacionadas ou 158.882, respetivamente —, os valores batem sempre os alcançados em qualquer ano desde 2009, o primeiro em que quer a APEMIP quer o Instituto Nacional de Estatística (INE) começaram a compilar o número de alojamentos familiares transacionados.
 

“Este vai mesmo ser o melhor ano desde que há dados oficiais, com um crescimento nas transações entre 20% e 25% em relação ao ano passado. A nossa estimativa mais contida reside apenas no facto de sabermos que há quem esteja a pedir para adiar as escrituras para o início de janeiro por questões fiscais”, explica Luís Lima, presidente da APEMIP.
 

Em tempo de balanço, Luís Lima lembra que a recuperação do sector é partilhada pelos portugueses, que regressaram em força ao crédito, e por um grupo crescente de estrangeiros e emigrantes portugueses que retornam e que aqui encontram um refúgio não só fiscal mas literal no que se refere à sua perceção de segurança física.
 

“Portugal está na moda, já não é só Lisboa e o Porto. E assim irá continuar em 2018, a não ser que se faça alguma ‘asneira’, criando problemas e estrangulamentos fiscais”, realça o presidente da APEMIP.

(…)
 

Com o regresso da euforia imobiliária a níveis de pré-crise, Natália Nunes, responsável pelo Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado (GAS) da Deco, alerta: “Nunca é demais lembrar que a taxa de esforço, que inclui o somatório de todos os créditos — habitação, automóvel, consumo —, não deve ser superior a 35% do rendimento líquido da família. Outra preocupação que temos são os empréstimos contratados com taxas variáveis de Euribor, pois estas podem começar a subir.” Outra situação que é preciso acautelar, diz, é a duração do crédito contratado. “Há pessoas com créditos à habitação até aos 70/75 anos e, como sabemos, com a entrada da reforma, há uma diminuição significativa dos rendimentos, e isso deve ser ponderado no momento da contratação do financiamento bancário”, resume Natália Nunes, que acompanha mais de 30 mil famílias endividadas.”
 

in Expresso, a 17 de Dezembro de 2017.

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